ALAGANDO A BALADA

Tsunami Returns

 

            Roger resolve reencontrar seus amigos da primeira faculdade e enfiar o pé na jaca, tudo na mesma noite. A única exigência da minha amiga era: "Quero ficar sentada". Muito bom q dá pra unir as coisas, então fomos todos pro bar alternate (não direi o nome pois pretendo voltar lá um dia com a cara limpa) da cidade, pois lá dá pra sentar e pra pular (em q lugar não dá?).

            E lá estávamos nós, botando o papo em dia, paquerando e virando cerveja e cachaça (HUH!), qdo a bexiga enche. Resolvo puxar a fila pro banheiro, acompanhado de minha colega gatíssima. O lance é q a balada é tipo "casa invadida por festa, com DJ tocando dentro do guarda-roupa com roupinhas penduradas ao lado e banheiro minúsculo e individual, de casa mesmo". A fila pro masculino era imensa! Mas encarei, não tinha jeito. Meu amigo foi mais esperto e foi mijar numa árvore. Mas como o Destino é irônico pra caralho, eu tive q mijar no banheiro pra protagonizar o mico q se segue.

            Pois chegou minha vez e alívio! Qdo fui dar a descarga, o botão tava emperrado, não ia de forma alguma. Mas como sou menino higiênico e educado, tinha q dar a descarga de qualquer forma. Pois então soquei o pé (eu e essa minha mania de socar o pé, conotativa e denotativamente) e fodeu.  O cano da descarga estourou e um jatão-tsunami de água espirrou pra parede, encharcou meu pé e todo o chão do banheiro e a onda passou por baixo da porta, indo pro corredor.

            Eu queria MUITO ver a minha cara de desespero nessa hora. Só pensava "Com que cara eu saio agora? ... hmmm... Saio daqui? Dá pra ouvir a música, posso ficar aqui a noite toda"

            Abri a porta (fez até ondinha) e saí com a cara mais blasé do mundo. O povo olhava pro chão e olhava pra mim. Eu queria rir, mas tinha q manter a cara blasé. Voei pra minha mesa e pros meus amigos e tive uma crise de riso. Qdo chegou neguinho falando "Putaquepariu! O corredor lá tá alagado, uma meleca!", assumi a culpa às gargalhadas.

            E a festa continua na vida do Roger!

 COMO ENCARAR UM SHOW DE ROCK SEM PERDER NADA.

       Recapitulando minha vida eterna, já passei uns mal-bocados em shows. No show dos
Los Hermanos, quase perdi celulares, máquinas fotográficas, carteiras e
órgãos internos. No show do Wonkavision, minha mochila ocupava o espaço de um
ser-humano. Eu era o homem-tartaruga.
       Agora aprendi a lição. No show do Pato Fu q rolou em São Carlos, fui só com o
RG, dinheiro mínimo, ingresso e máquina fotográfica. Uma vez q logo na
entrada despachei o ingresso, nem preciso falar como fiquei livre leve e
solto pulando com apenas uma máquina na mão e o resto no bolso. A glória.
       Fernandinha Takai cantando diversas músicas-tema - o tema do meu fim de
namoro recente, o tema da minha vida, o tema da minha relação com a entidade tempo, o
tema da minha situção atual, o tema do mundo
– e eu podendo cantar tudo com
braço erguido e berrando, sem me preocupar se o celular tava pulando pra
fora do bolso da calça! A glória.
       Moral da História: Menos é mais. Pelo menos no meio de uma multidão de
pato-fu-maníacos.


COMO ENXERGAR A FERNANDA TAKAI COM UM CABEÇUDO NA SUA FRENTE

       Como nem tudo são flores, e como minha vida é um mico seqüencial, ÓBVIO q
eu não poderia sair ileso num show do Pato Fu.
       Logo no começo do show, o mala da minha frente, um tanto baixo,
posicionou-se com sua namorada de uma maneira q a cabeça dele ficava socada
no meu nariz. Tudo bem q o cara tava com o cabelo limpinho, mas eu não tenho
obrigação de engolir as madeixas do rapaz.
       Eu reclamava com minha amiga sobre o cara sem noção. “Impossível ele não
sentir q minha napa tá no couro cabeludo dele!”, dizia eu, e ela “Toma uma
providência, Roger!”
       E eu tomei.
       Encoxei o rapaz. Já q ele deu de socar a cabeça dele no meu nariz, fiz
 coisa equivalente nele.
       Não deu dois segundos pra uma clareira se abrir a minha frente. A cabeça se
foi!!! Paraíso! Fernandinha toda pra mim, sem ser emoldurada por cabelos de
um mala! E o foda é q não houve represália da parte dele. Claro, fãs de Pato
Fu geralmente são um povo sussa. Se eu fizesse isso num show de heavy metal, aí
eu estaria fodido.

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