(...de gato pra lebre...)
Agora, algo completamente diferente.
Gente, o q esse correspondente do The New York Times Larry Rother tem contra o Brasil? Primeiro ele acusa Lula de alcoolismo e deu naquilo q deu. Agora ele fala sobre a “epidemia de obesidade” q vem assolando o Brasil e usa fotos de turistas tchecas pra ilustrar a matéria!
Esse cara SABE arrumar sarna pra se coçar.
OSCAR 2005
(Um texto mal humorado)
Não queria falar sobre o Oscar, pois acho muito lugar comum. Foi-se o tempo que eu dava ouvidos a ele. Mas agora vejo de forma diferente a grande premiação americana.
A Academia se esforça para NÃO ouvir o povo. Um dos sites mais respeitados de cinema, o IMDb, promove uma votação popular dos melhores do ano. Eternal Sunshine Of The Spotless Mind e Kill Bill Vol.2 estão entre os favoritos em várias categorias. Onde estão eles no Oscar? Cadê sua expressão?
A Academia não se faz de cega, mas tbm não se abre ao novo devido ao seu conservadorismo. Entrega algumas poucas indicações para filmes q fogem do lugar comum apenas para tentar passar uma imagem cool.
Só assim para entender uma não indicação a Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças por melhor filme e ator, mas sim para melhor atriz e roteiro. Ou as indicações ínfimas a filmes como Diários de Motocicleta e Clã das Adagas Voadoras, filmes que mereciam muito mais. E a ausência total do épico de Tarantino, de Dogville, Elefante. Tais indicações parecem prêmios de consolação, pois sabemos que azarões nunca levam, mas sempre merecem. E as indicações inúmeras a filmes insossos, sem impacto?
Premiações justas não promovem um filme apenas que varre todos os prêmios, feito Titanic, O Retorno do Rei ou O Paciente Inglês. O que os impede de reconhecer grandes filmes e premiar filmes insossos e conservadores? Inveja ou conservadorismo, escolha.
Daqui a 10 anos, quais filmes de 2004 ficarão na memória? Qual tem caráter de clássico instantâneo? Posso falar com toda a certeza q é Kill Bill e Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças. Mas a Academia insiste em premiar filmes certinhos, sem sal nem açúcar nem tempero, feito Uma Mente Brilhante e Chicago.
Ainda; como colocar para competir dois filmes completamente díspares, como uma história grandiosa e escapista sobre o embate extremamente maniqueísta entre o bem e o mal (O Retorno do Rei) contra um filme sensibilíssimo sobre o encontro de duas pessoas sem nada em comum além de estarem afligidos por um torpor em suas vidas incertas e a língua que falam, numa terra quase alienígena devido à sua cultura (Lost In Translation) ?
Não se deve competir arte.
Oscar é status, mais do q qualidade. Às vezes, status e qualidade podem se encontrar num troféu, feito Cannes. Quem não quer ser reconhecido por fazer o q ama?
Linha tênue a se equilibrar.
Assim é que se diverte com o prêmio: esqueça que é uma Academia conservadora que escolhe os vencedores e torça para q o seu gosto pessoal bata com o deles e seu favorito leve um carequinha dourado para casa. E siga a vida, curtindo os filmes de seu gosto.
Tratado sobre Relações Humanas Amorosas e suas conseqüentes D.R.s:
CLOSER – Perto Demais
Pra quem já teve, e pra todos q terão, uma D.R. (Discussão de Relacionamento) nessa vidinha eterna q a gente leva, Closer deve ser filme obrigatório.
Uma trama q dá saltos imensos de tempo para acompanhar apenas dois casais num vai-e-vem amoroso, ilustrado pelas principais (e mais punks) D.R.s de suas vidas. Uma peça de teatro adaptada lindamente ao cinema com uma fotografia belíssima e trilha sonora de arrepiar (com uso da maior contribuição brasileira à cultura mundial: a Bossa Nova).
Todos os atores dão show nesse filme, cada um tem seu momento especial; já me senti na pele de cada um deles. Mas a q mais me tocou foi Alice (Natalie Portman), cuja história de vida e trajetória moral tem uma reviravolta tremenda e encerra-se como uma das personagens mais tristes q já vi.
Até onde estamos dispostos a ir numa relação? O q estamos dispostos a suportar? Queremos saber a verdade? Qdo sabemos q estamos amando alguém? O filme não dará respostas, mas ajudará a refletir pra caramba sobre essas e muitas outras questões.
Pesado demais esse filme, pesadíssimo. Tô até agora sentido e moído. Ainda assim, um filme obrigatório, pela sua crueza e verdade nas discussões e as questões q levanta sobre o q é o relacionamento entre duas pessoas.
P.S.: E pra quem está procurando desesperadamente pela música q inicia e encerra o filme, é “The Blower´s Daughter”, de Damien Rice. Novíssima pérola corta-pulso.
P.S. do P.S.: Pelas conversas MSNísticas, já percebi q esse filme será a coqueluche pseudo-ultra-cool/cult de 2005.
P.S. do P.S. do P.S.: Ouvir Julia Roberts falando sobre sabores de porra e posições sexuais é um tanto inesperado... e muito bom.
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