Björk
MEDÚLLA

Björk sempre foi à frente do seu tempo, experimental, criativa, prolífica. De um CD para outro, ela perde vários fãs pois sempre reinventa a roda, decepcionando os q queriam mais do mesmo.
Quem entende o espírito da mulher, permanece fiel. E eu sou um desses.
Entendam q meu cd favorito continua sendo Homogenic. O ponto alto, a finalização de um ritual de libertação do passado punk/dance, do qual tbm fazem parte os anteriores Debut e Post, excelentes. Gling-Gló foi legal tbm, com Björk cantando jazz, bossa nova e samba. Selmasongs foi duca, gamei. Vespertine foi legal, mas um tanto frio e intimista demais pra q eu me identificasse com as canções. Agora ela lançou Medúlla, e eu tava meio ressabiado com esse álbum...
Apenas vozes humanas, corais, beatboxers e tals? E se ela fizesse mais do mesmo q Vespertine, q eu não curti tanto? Mas não, mais uma vez ela surpreende, com um som cacofônico a primeira audição, mas q toma seu lugar com o decorrer do tempo. Sempre é assim com Björk. Ela toma seu lugar, apropria-se do lugarzinho do meu cérebro designado às músicas de tempos em tempos.
Nunca ouvi algo como Medúlla. Músicas carregadas de uma energia muito humana, gostosa. O sangue, o fogo e a energia, q não estavam tão presentes em Vespertine, voltaram. O som gruda pelo seu caráter inédito.
Agora tô cantando Who Is It, Where is the line?, Oceania, Submarine e Mouth´s Cradle. E fiz um PubliCINEMAtário viciar tbm e sair buscando algumas músicas... heheh!
Ela muda tudo e continua a mesma. Um paradoxo ambulante. E é por isso q eu a admiro.
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