TOP MUSICAL

And All That Jazz...

Inspirado, há tempos, pelo Leo (http://tantaspalavras.zip.net), resolvi fazer um TOP 5 do gênero q une minhas duas paixões: cinema e música.

Musicais são completamente mágicos, tem aquele lado brega adorável e a energia positiva q ultrapassa a tela. Afinal, quem canta seus males espanta!

Segue o TOP dos filmes Musicais q mais me marcaram, pois acho q transcendem seu gênero, seja pela politizada, seja pelo mergulho na alma humana.

++TOP 5++

1º. Cabaret – O primeiro musical q assisti q consegue entreter e ainda contar uma história com fundo político e histórico relevantes. Uma performer de cabaré vê o nazismo tomando conta de Berlim, com o distanciamento q o local de trabalho lhe permite. Os números musicais são encenados apenas no palco, o q não deixa o filme com aquela cara de pára-tudo-q-eu-vou-cantar-e-dançar-agora!. Pra quem curte filme sobre a 2ª Guerra Mundial, é obrigatório. E pra quem estuda história, tipo eu, sabe q o final é um dos mais bittersweet que existem.

2º. All That Jazz – O Show Deve Continuar – Uma autobiografia do diretor de musicais, Bob Fosse, q levava uma vida excessiva; muitos cigarros, muita bebida, muito barbitúricos, muitas mulheres e muita paixão pelo trabalho. Workaholic total, q nesse filme fala do passado e presente de sua vida e imagina sua própria morte, num número musical contagiante e kitsch. Despedir-se da vida deve ser bem assim – não se sabe qdo acaba, e vc tbm não quer q acabe.

3º. Hedwig – Sexo, Traição e Rock’n’Roll – A saga de uma drag queen alemã - q passa por uma desastrosa operação de troca de sexo e fica com "uma polegada irada" de carne entre as pernas – e persegue seu ex-namorado ladrão pelas turnês dele. Muito legal ver como a história de Hedwig funde-se e confunde-se com a história da Alemanha. Uma roupa imita o Muro de Berlim, outra é feita de cabelos humanos loiros e bem penteados (!?), e os números musicais são puro tour-de-force rock’n’roll, recriação fidelíssima do Glam Rock.

4º. Moulin Rouge – Todo mundo já assistiu esse, não é? Exagerado, redundante, clichê e totalmente artificial. E por tudo isso, belíssimo. O diretor utilizou descaradamente diversos artifícios pop e melodramáticos para provar sua teoria, q é "The Greatest Thing You´ll Ever Learn Is To Love and Be Loved In Return". E quem diz q ele tá errado? EU NÃO!!! Um filme q caminha seguramente na tênue linha entre o original e o clichê, o brega e o glamouroso. Poucos conseguem isso... e esse conseguiu!

5º. Dançando No Escuro – Se for ver bem, é um anti-musical, com música fora do convencional (esperavam o q da Björk?!?), dança amadora e uma história q mistura dramalhão com crítica anti-americanista (lá vou eu de novo...). Intencionalmente, tudo direciona ao choro. Em 15 minutos, ou em 2h15m, em algum instante vc vai se identificar e chorar. E o gosto q fica na boca é amargo... É a mãe de Dogville.

E aí? Sugestões de mais musicais? Tô aceitando!!!

AS BICICLETAS DE BELLEVILLE

Ou “Quatro Velhinhas da Hora e Suas Granadas Fumegantes”

 

As Bicicletas de Belleville (q deveria ser As Trigêmeas de Belleville ou O Trio de Belleville, por aí.) é uma animação francesa q deixa qualquer filme da Disney no chinelo.

 

Criativa, originalíssima e hilariante, conta a história da velhinha portuguesa Madame Souza e seu cachorro fazendo de um tudo para resgatar seu amado neto ciclista, seqüestrado pela Máfia Francesa e levado para Belleville, uma Nova York travestida com muita, muita gordura. Lá ela conta com a ajuda de três velhinhas bacanas, as Triplettes de Belleville, q eram cantoras de cabaré na juventude.

 

Eu poderia contar a história inteira aqui, pq o roteiro é só desculpa para o diretor desfilar toda sua criatividade. Dieta balanceada é levada ao pé da letra, comida é obtida da forma mais bizarra possível, e massagem e música são feitas com os instrumentos mais inusitados. Sexo e violência estão presentes de forma q apenas os europeus poderiam conceber numa animação.

 

Com a ausência quase total de diálogos no filme, a música torna-se tão importante qto as imagens. Contagiante, Belleville Rendez-Vous fica na cabeça por muito, muuuito tempo. O único (projeto de) diálogo é usado com eficiência máxima para uma tocante reviravolta. Certamente, são os segundos finais mais tocantes já feitos. Ri o filme todo e no fim tive q segurar o nó na garganta legal...

 

Destaque especial para a sensacional tirada do sapo-zumbi, os sonhos e traumas de Bruno, o cachorro de Madame Souza e o garçom todo retorcido em reverências e atenção. Hilariantes e muito bem sacados.

 

Uma belíssima, engraçada e tocante homenagem aos antigos cartuns de Tex Avery, Gato Félix, e ao brasileiríssimo Amigo da Onça (alguém se lembra desse?). Nostalgia de tempos não vividos...

 

Voudou can-can balais taboo

Au Belleville swinging rendez-vous...

Ba-ummmm…

Ba-ummmm…

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